🏛️ Patrimônio & Turismo Cultural 📜 Tombado pelo Condephaat e CONPPAC

Museu do Café Francisco Schmidt

Museu do Café Francisco Schmidt, em Ribeirão Preto: fechado desde março de 2016, com ordem judicial de restauração pendente. História do complexo, situação atual do impasse e obras da reserva técnica.

Visão Geral e Destaques

O Museu do Café Francisco Schmidt, em Ribeirão Preto, está fechado desde março de 2016, quando a interdição ocorreu após o desabamento de parte do forro do Museu Histórico — e segue sem previsão de reabertura, quase dez anos depois, atravessando três gestões municipais.

O caso é objeto de ordem judicial de restauração descumprida: a Justiça determinou obras em 2017, manteve a decisão em 2018, fixou prazos e multa diária em 2019, e em 2025 o Supremo Tribunal Federal negou recurso do município e confirmou o dever de restaurar o complexo. Mesmo assim, nenhuma obra de restauro dos prédios começou.

Esta página reúne, exclusivamente, a história do complexo e a situação atual do impasse, conforme a apuração 'O pó do café', publicada pela Revide em 3 de maio de 2026. Enquanto o museu não reabre, não publicamos horário, endereço de acesso ou bilheteria — esses serviços não existem em funcionamento.

Informações de Visitação e Acesso

Status: fechado

Museu temporariamente fechado desde março de 2016. A interdição ocorreu após o desabamento de parte do forro do Museu Histórico, no mesmo complexo. Quase dez anos depois, os Museus Histórico e do Café permanecem com as portas cerradas e sem previsão de reabertura publicada.

O ex-presidente do Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural (Conppac), Lucas Pereira, descreveu o quadro como 'quase dez anos de portas cerradas, uma década de abandono que atravessou três gestões municipais', e afirmou não vislumbrar melhoria concreta no local, ao menos nos próximos dois anos.

Situação atual: impasse judicial e administrativo

Existe ordem judicial de restauração sem cumprimento desde 2021. Em 2017, a Justiça determinou o início das obras em até 90 dias — decisão mantida pelo Tribunal de Justiça em 2018. Em janeiro de 2019, foi fixado prazo de dois anos para a reforma dos prédios e de um ano para o restauro do acervo, sob multa diária de R$ 10 mil. Mesmo após essas decisões, o complexo não foi restaurado.

Em 2021, o município apresentou um projeto de restauro estimado em R$ 15 milhões, mas a captação de recursos permaneceu indefinida até 2023. Em 2025, o Supremo Tribunal Federal negou recurso do município e manteve a obrigação de restaurar o complexo, encerrando a disputa judicial iniciada anos antes — sem possibilidade de justificativas baseadas em 'conveniência administrativa ou limitações orçamentárias', na leitura do Conppac.

O contrato administrativo nº 141/2020, responsável pelo projeto executivo de arquitetura e engenharia do restauro, venceu em 7 de maio de 2025 e não foi renovado. Em troca de e-mails obtida pela Revide, a empresa responsável afirma que cumpriu todas as exigências técnicas previstas em contrato e entregou integralmente os materiais solicitados — e que não recebeu da Prefeitura justificativa formal para a não renovação, nem orientações sobre como proceder após o término. A empresa aponta que o projeto estava pronto para as etapas de análise e aprovação junto aos órgãos de patrimônio, mas o processo foi interrompido sem despacho administrativo que explicasse a decisão.

Para o Conppac, a não renovação suspendeu a tramitação do projeto, adiou o restauro por tempo indeterminado e pode exigir abertura de nova licitação, com reinício dos trâmites junto aos órgãos de patrimônio.

O único avanço concreto em execução é a reserva técnica destinada a abrigar o acervo: contratada em 2024, com valor inicial de R$ 4.862.000 e prazo de 15 meses, a obra foi considerada etapa necessária para viabilizar o restauro dos edifícios históricos. Em 2025, o contrato sofreu reajuste e prorrogação, com valor atualizado para R$ 5.076.804,12 e prazo estendido até fevereiro de 2026. A construção entrou na fase final, com previsão de inauguração em poucos meses, segundo informações da Secretaria de Cultura.

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Paradas verificadas e linhas diretas em raio a pé (até 500m):

História, Arquitetura e Contexto

Origem e trajetória

O complexo dos museus tem origem na antiga casa-sede da Fazenda Monte Alegre, conhecida como Solar Schmidt. O imóvel foi cedido ao município em 1950, mas a vocação museológica do acervo é anterior: Plínio Travassos dos Santos iniciou a formação da coleção em 1938.

O Museu Histórico foi oficializado em 1949. O Museu do Café foi inaugurado em 1955 e, em 1957, ganhou prédio próprio no complexo, construído em iniciativa da Prefeitura com colaboração do Instituto Brasileiro do Café e do Comendador Geremia Lunardelli.

O acervo reúne milhares de peças ligadas à história do café e da cidade — objetos, mobiliário, imagens e documentos que registram o ciclo cafeeiro que formou Ribeirão Preto e a região.

Atrações e Pontos de Interesse Próximos

Catedral Metropolitana de São Sebastião

A pé: 5,8 km (~15 minutos de carro ou ônibus)

Monumento sacro neogótico com afrescos sacros originais de Benedito Calixto no Centro.

Theatro Pedro II

A pé: 6,1 km (~16 minutos de carro ou ônibus)

Grande monumento cênico do Quarteirão Paulista com concertos da orquestra sinfônica.

Biblioteca Sinhá Junqueira

A pé: 6,2 km (~16 minutos de carro ou ônibus)

Casarão tombado de 1932 transformado em biblioteca viva com 15 salas temáticas.

Roteiros Temáticos que Incluem esta Parada

Este ponto integra o circuito histórico e cultural de Ribeirão Preto; enquanto o complexo permanece fechado, consulte os demais pontos turísticos abertos na cidade.